sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SISTEMA DE ALERTA PARA OS DESASTRES NATURAIS


Sistema de alerta
Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia começará a trabalhar na montagem do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais. O novo sistema será implementado progressivamente e deve ser concluído em quatro anos.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, 58% dos desastres naturais no Brasil são inundações e 11% deslizamentos.

"O peso dos desastres naturais decorrentes de fortes chuvas está se acentuando, e nós precisamos recorrer aos sistemas de prevenção", disse Mercadante.

Ele afirmou ainda que a capacidade de previsão do sistema de monitoramento do clima será ampliada por meio de um supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "Queremos já implantar parte desse sistema nas áreas mais críticas para o próximo verão", disse o ministro.

Ainda de acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil tem cerca de 500 áreas de risco de deslizamento de encostas, onde vivem cerca de 5 milhões de pessoas. O número de locais com alerta para inundações chega a 300 em todo o país. Segundo Mercadante, o novo sistema não evitará danos materiais, mas vai salvar vidas. "Pretendemos num prazo de quatro anos reduzir o número de vítimas fatais."

Radares
A intenção é gerar informações geoespecializadas dessas áreas de risco para aprimorar a capacidade de previsão. Segundo Mercadante, é preciso implementar novos radares meteorológicos e conectá-los em um sistema único. "Os radares informarão a quantidade de chuva que efetivamente está ocorrendo", explicou o ministro.

De acordo com Mercadante, o supercomputador, que trará uma previsão climática apurada, aliado aos novos radares permitirão a criação do sistema de alerta.  Será desenvolvido ainda um mecanismo de alarme para alertar a população dos riscos da chuva. A expectativa é avisar os moradores de áreas de risco com seis dias de antecedência.

A estrutura do sistema de alerta, segundo o ministro, deve contar com uma sede central de coordenação e escritórios espalhados pelas cinco regiões do país. O sistema será comandado pelo pesquisador Carlos Afonso Nobre, coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe entre 1991 e 2003. O projeto será pago com recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Segundo Mercandante, ainda não há previsão de orçamento para o sistema de alerta. "O valor será decidio após conversas com os ministérios do Planejamento e Fazenda".

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